no mínimo era isso: 10 bandas, 10 ensaios

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Faça o download da coletânea + ensaios aqui.

APRESENTAÇÃO

Estamos em Pernambuco, há música, crítica e todos os tipos de desencontros. Os espaços de escuta estão escassos. Como sempre, cenas culturais deglutindo e implodindo gerações. Umas após as outras. Os meios impressos não criam mais tensões, mas circulam sobrevivendo entre os escombros. Há um sorriso terno na boca do artista. O Estado controla, ou melhor, procura controlar, catalogar, filtrar e editar a criação. A arte resiste a isso tudo, é força feita de um estado bruto e sem medida.

Como corpos estranhos no corpo da sociedade, as canções insistem em serem vozes. Os artistas refazem o tempo e criam o ruído intermitente de que todos nós necessitamos. Traços obscuros dessas vozes estão dispostos nas palavras e sons desta breve publicação.

no mínimo era isso é espaço para encontros. Os ensaios sobre as 10 bandas aqui presentes não farão sentido sem a leitura e escuta posterior do público. Os textos servem como ignição para outras interpretações, posicionamentos, embates e crítica.

O título que dá nome à coletânea musical e de ensaios veio da faixa instrumental que abre o primeiro disco da banda Rua, do absurdo, lançado em 2011. Para comemorar os dois anos do lançamento, fui convidado a escrever sobre o disco porque o músico Caio Lima (voz e composições da Rua) achava insatisfatória a recepção crítica que o álbum tinha recebido nesses últimos dois anos. A experiência de escrever o ensaio sobre a banda, aliada à recepção dos músicos sobre o texto, me fez perceber (ainda mais) o quanto a cena cultural em que estamos inseridos, cada qual à sua maneira, é carente de leituras sobre as obras produzidas.

No entanto, há uma simples pergunta que insistentemente me perturba: o público – o desconhecido e misterioso público – tem interesse em leituras críticas sobre os discos? Obviamente, podemos estender esse questionamento aos livros, filmes, exposições, peça de teatro etc. Há um esgotamento da crítica cultural por falta de demanda, de público leitor?

Certamente, há diversas maneiras de responder a essas perguntas. Tenho escolhido manter os projetos de crítica cultural dos Outros Críticos em movimento e a dialogar com outras vozes. Espero que esse prisma acompanhe a leitura e escuta que vocês farão dessa coletânea. Este espaço é nosso, ocupá-lo é o mínimo que podemos fazer. É o que desejamos.

Boa escuta.

por Carlos Gomes.

faixas da coletânea:

ensaios da coletânea:

show de lançamento:

No Mínimo Era Isso from Ostra Monstra on Vimeo.

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Desde 2008 atuam desenvolvendo projetos de crítica cultural na internet e em Pernambuco. Produziram livros e publicações, como a revista Outros Críticos, além de coletâneas musicais e debates, como os do festival Outros Críticos Convidam.

11 Comentários

  1. […] Ensaio fictício de Rodrigo Édipo falando sobre Paulo Paes que saiu no livro “No mínimo era isso”, lançado essa semana pelo Outros Críticos. Para ler o de Diego Albuquerque sobre Walter Areia, clique aqui. Para ler todos os ensaios e ouvir a coletânea, clique aqui. […]

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