Tag: no ar coquetel molotov

20 de novembro de 2018 /

uma crina platinada, ruído, corpo em movimento. pés, patas, animal pesado, canção músculo firme, uma cavala. mas a voz de bicho barulho é doce doce como num espelho diante das vozes, do coro de olhos e suores. – alguém há de gritar “sapata” – alguém há de cantar “rainha”. como espelhos, sim. o grito na canção popular pode ser movido também por palavras. ruídos constroem imagens, poéticas, invenções. caetano, chico, as mulheres ficções, os homens ficções, podem ser reinventados. – …

24 de outubro de 2017 /

No último sábado, o festival No Ar Coquetel Molotov recebeu uma série de artistas e ações nos palcos e espaços montados no Caxangá Golf & Country Club, no Recife. O festival continua com novas atrações entre os dias 25 e 28 de outubro na cidade de Belo Jardim. 1. corpos cercados num território de invenção; como circo fábula ou ficção que chega a uma cidade pequena e altera a sua rota, o seu cotidiano ordinário. durante algumas horas, na passagem…

26 de outubro de 2015 /

por Bruno Nogueira. O lugar da mulher na música sempre foi delimitado de uma forma caricata. Expressões como “banda de mulheres” mostram um desconforto de um universo excessivamente masculino. Com exceção da diva, em contraponto ao crooner, todas as vezes em que as mulheres ocupam um novo espaço, este passa a ser acompanhado por uma demarcação de gênero. Por mais que ninguém fale “banda de homens”, a heteronormatividade dita a regra. Encontrar espaços ocupados por lésbicas, gays e trans é…

16 de outubro de 2014 /

por Marina Suassuna. É aparentemente óbvio pensar que um festival de música só se sustenta pela grade de artistas, o carro-chefe de qualquer evento do gênero. No entanto, a dinâmica que um festival é capaz de proporcionar perpassa vários outros fatores nem sempre explícitos. Entre eles, estão as trocas e as convivências estabelecidas no local, e a maneira como o público irá se relacionar com o espaço, que se tornam tão importantes quanto uma programação bem construída, interferindo, diretamente, nos…

12 de outubro de 2014 /

por Carlos Gomes. Agendas culturais podem ser armadilhas para quem parte às cegas acreditando tão somente no que dizem os releases filtrados pelos jornais, contagem de “presenças” em eventos ou curtidas do Facebook, ou ainda pelas raras postagens de sites e blogs, sobretudo quando não há tempo para o editor ir além do óbvio: Quem, onde e como? Ontem, com sorte, pude presenciar dois eventos e suas formas distintas de habitar a cidade. Ao me encontrar, de alguma forma, num…

25 de outubro de 2013 /

“O papel do analista é o de observar à distância, para tentar compreender e explicar como funciona a máquina de fabricar sentido social, engajando-se em interpretações cuja relatividade deverá aceitar e evidenciar. Apresentar como verdade absoluta uma explicação relativa e acreditar nela seria arrogância. Fazê-lo sem acreditar seria cinismo. Entretanto, entre arrogância e cinismo, há lugar para uma atitude que, sem ignorar as convicções fortes, procure compreender os fenômenos, tente descrevê-los e proponha interpretações para colocá-los em foco no debate…

22 de outubro de 2013 /

Esse texto não quer ser uma resenha, nem tão pouco uma crítica. Mas é uma reflexão baseada na minha vivência dentro do Coquetel Molotov, festival de música que acontece anualmente em Recife, e que acompanho desde 2008. Esse ano, o evento completou dez anos de história e, desses dez, estive presente em seis. E olhando pra trás, percebo: os tempos são outros. Muita coisa mudou. A conjuntura econômica do mercado de música independente brasileiro, o cenário musical de Recife, as…

21 de outubro de 2013 /

Já passava das 20h, quando o músico Juvenil Silva se aproximou de mim e do jornalista AD Luna para uma breve conversa, já que dali em instantes, as canções de Juvenil estariam à prova de uma plateia que, desde muito cedo, formava fila para garantir lugar nas primeiras cadeiras do Teatro da UFPE, no primeiro dia do festival No Ar Coquetel Molotov. Cícero e Rodrigo Amarante eram as apostas que explicavam o grande caracol que circundava o hall do espaço.…

15 de outubro de 2013 /

São diversas as formas e estratégias de preparação de um festival de música. “A noite do desbunde elétrico” e o “No Ar – Coquetel Molotov”, respectivamente, com 07 e 10 anos de existência, são opostos (seja pela proposta curatorial de ambas, estrutura, acesso à editais de fomento, patrocínios privados, público etc) que neste ano se atraem. Nessa décima edição do festival organizado pelo Coquetel Molotov, ambas as maneiras de lidar com a cena musical de Recife se encontram de maneira…

30 de setembro de 2013 /

Os festivais de música quando enraizados na vida cultural de uma cidade, criam em torno de si uma identidade que atrai um público interessado em dialogar com as ações que ele promove. O encontro entre artistas, público e agentes culturais (produtores, críticos, jornalistas etc) não existe apenas em função do instante catártico que é a apresentação musical. A construção da identidade de um festival se realiza muito antes, e deve permanecer em diálogo durante todo o ano, para que o…