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12 de agosto de 2016 /

“Music mix the bourgeoisie and the rebel”. (Madonna) Saudações multicolores! Inicio esta contribuição a OUTROS CRÍTICOS como uma homenagem a seu universo inicial: a Música! Parabenizo inclusive a crescente intenção da plataforma em dialogar mais fortemente com outras “linguagens” artísticas! Neste sentido, aproveito para, previamente e a título de “choro de pitanga”, reclamar de que nunca tive aulas de Música em minha Educação Básica! Tal ignorância “vivencial” provavelmente perpassará este texto, em tom de reverente ousadia; ou de ousada reverência!…

4 de agosto de 2016 /

Para Nina Entre 1982-1986, eu morei em Berlim. Ao menos, foi o que as pessoas sempre me disseram. Não tenho, no entanto, nenhuma lembrança disto. Minhas recordações da cidade e da Alemanha são todas emprestadas. Suponho, porém, que a não ser que eu esteja envolvido em alguma conspiração maligna (existe conspiração benigna?), este dado biográfico seja verdadeiro. Meus pais e demais parentes insistem em corroborar esta história. Suas versões sobre o tema não carregam muitas contradições – isto parece ser…

20 de fevereiro de 2016 /

(Parti faz 30 anos, fui Desmesura em tudo e sigo incomodando) Muito contentemente inauguro este espaço de diálogo na Outros Críticos, uma iniciativa que acompanhei e admirei desde o início. Compor este time, então, é uma festa. E para principiar, então, não podia deixar de falar desta verdadeira obsessão que tem sido estudar, completam-se agora por dezessete anos, o universo e a produção artística de Raul Botana, o agora um pouco mais conhecido Copi, que assinava sob este pseudônimo. E…

8 de outubro de 2015 /

A revista Outros Críticos, na edição sobre o tema “Ruínas e Cultura”, provocou diferentes autores a nos enviarem relatos sobre suas experiências com as ruínas da cidade, aquelas encontradas por acaso, ou mesmo as que nascem de suas reflexões sobre o lugar que as cidades estão ocupando atualmente, suas transformações. José Juva – Poeta e ensaísta, publicou ‘deixe a visão chegar’, ‘vupa’ e ‘breve breu’. o grande e o pequeno fiteiro do comerciante universal vendemos um poema para cada janela…

5 de agosto de 2014 /

O Movimento Armorial nunca foi, a priori, como outras variantes de nacionalismo, uma coisa que me interessasse muito. A música Armorial continua não me interessando tanto, apesar de admitir que acho a ideia boa. É um embrião que pode e vem sendo desenvolvido. Porém, depois de um ano casado com uma pesquisadora que estuda a fundo o tema e o seu personagem central, você termina aprendendo algo e tendo alguma ideia do que era esse agregado, essa verdade que envolvia…

30 de julho de 2014 /

por Jeder Janotti Jr. Esta escrivinhação surge de uma estranheza atávica e vulgar: o acionamento por parte de músicos, produtores, curtidores – enfim, da animada fauna pop-cult-descolada – da música brega como um monstro devorador, responsável por parte de nosso desterro, resquício da dominação do tempo das grandes gravadoras e das rádios massivas. Dizem a boca miúda que uma das possíveis origens do brega seria uma velha placa de uma antiga casa da zona do meretrício, cuja a alcunha de…

12 de julho de 2014 /

por AD Luna. Juliano tem certeza que heavy metal é a melhor música do mundo. Estilo que é execrado por Roberta, que afirma com todas as letras ser o indie rock o estilo mais “cool” (mais legal) do planeta. Apesar dessa divergência, os dois concordam que sertanejo universitário, funk carioca e pagode não prestam. Joana diz não entender como alguém consegue se divertir na balada sem que se toque esses estilos, os quais ela adora. Aficionado por jazz, Fernando pensa…

2 de junho de 2014 /

  por Jeder Janotti Jr. Fomos afetados nas últimas semanas por um movimento em rede que nos obriga a pensar o modo como habitamos os arrecifes: Ocupe Estelita. Não há como se sentir imune à “comunidade de afinidades” que se fincou em nossos corpos nas últimas semanas. Mesmo os mais céticos ou ranzinzas, que como eu, preferiam não se movimentar a serem tragados por um corpo que se insinuava para além da economia trivial dos modelos impostos, e não pensado,…

30 de maio de 2014 /

por Alessandra Leão. No carnaval desse ano, durante o meu show em Recife, convidei a Troça Empatando Sua Vista, formada por membros do grupo Direitos Urbanos, pra “empatar” a vista do show, do palco da prefeitura… No meio da folia, no meio da festa, tivemos um momento para lembrar de questões que nos “empatam” em tantas situações do cotidiano, “empata” nossos sonhos e “empata” nossas perspectivas e vidas de forma tão devastadora. Ao final, veio um senhor até o camarim…

27 de maio de 2014 /

por Caio Lima. (Ao fantasma do Beethoven velho) “Música é sons, sons à nossa volta, quer estejamos dentro ou fora das salas de concerto”. É assim que John Cage (1912 – 1992) define Música em carta a Murray Schafer (1933). Aquele que por acaso frequentou um Conservatório, intuirá que tal definição deve perturbar um bocadinho a cabeça tanto dos mestres quanto dos alunos da instituição. Por exemplo, ainda não é o busto de Cage que enfeita a entrada do Conservatório…

15 de abril de 2014 /

A bandeira do ódio como via e discurso político tem ressurgido em todo o mundo. O extermínio ao outro voltou a ser uma bandeira estendida abertamente. Pouco vejo colocarem que as artes, e em particular a música, seriam um contraponto a isto. Poderiam ser colocados na linha de frente deste entrave social para mostrar que algumas coisas ainda são possíveis. A música pode nos mostrar que boa parte das fronteiras são apenas ficção ou objeto de nossas crenças e medos.…

2 de abril de 2014 /

Sou cantora. Demorei pra assumir isso, não pra cantar, mas pra assumir: sou cantora. Sou cantora e também compositora e percussionista. Mas sim, cantora está entre as minhas funções nesse ofício da música. Vinha refletindo no porque de raramente falar “cantora” antes de “compositora” e “percussionista”, e percebo que realmente não me sinto nada confortável com o “pacote” que parece vir junto do “cantora” aqui no Brasil e em alguns lugares do mundo. A voz é apenas um instrumento (sim,…

1 de abril de 2014 /

por Jeder Janotti Jr. Um dos discos que mais me violenta na recente produção musical recifense é o do absurdo, da banda Rua. Violência aqui é aquilo que me obriga a sair de um ouvir narcotizado e assunta refletir sobre o que me tira o óbvio, me exige atenção dos ouvidos. Enquadramento sensório. Nem sempre isso é só do prazer, pois exige muito! Nem sempre quero estar atento! Uma saída fácil para entender esse gosto esnobe que trai meu rock…