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1 de janeiro de 2013 /

solstício I não ouço passos de ninguém entre os escombros. nem mesmo insetos revirando o pó. um vento seco me arrepia, encolho os ombros, pois na verdade estou queimando só. pelo vazio com que eu convivo há tanto tempo. e eu não vejo em mim nenhum medo, e não existe em mim nenhum medo. homem cruel, destruidor, de brilho intenso, monumental. sangrou, vazou, morreu de dor de amor. e fazendo no meu peito a tua moradia, mas queres ir embora.…