Outros Críticos Publicações

7 de fevereiro de 2013 /

AS MANHÃS, OS INÍCIOS Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá. Achou natural que o grande réptil se esforçasse para manter o corpo enorme e escamoso dentro do cubículo que chamava de quarto. O grande pescoço dava quase uma volta inteira no cômodo, e a grande cabeça, quase do tamanho de uma cadeira, estava pousada sobre a escrivaninha velha que sua avó tinha lhe deixado de herança. Era uma boa escrivaninha, dessas que não se fabricam mais, toda no cedro.…

6 de fevereiro de 2013 /

Quando penso numa banda de La Plata, e penso em muitas, imediatamente imagino o cenário de El bosque pulenta, conto de Fabián Casas, com uma rapaziada circulando por Buenos Aires, família meio ausente, a amizade como fonte de formação para toda uma geração de argentinos. “Se trata de dos chicos que salen a la vez por las puertas traseras del mismo taxi y que, por miles de motivos, no se vuelven a ver. Uno de ellos soy yo. El Otro es…

5 de fevereiro de 2013 /

(o caixão está vazio) o famoso pós-moderno não é um conceito tão bem explicado como costumam pregar nos círculos intelectuais e semi-intelectuais. o mais comum de se ouvir e ler é que o pós-moderno não acredita na crítica (já que o fato não existe mais a análise se torna obsoleta) não se trata (quando falamos sobre a morte do fato) da inutilidade crítica – já que ela, a crítica como a vejo, não visa uma imposição –, mas da utilidade…

3 de fevereiro de 2013 /

In memoriam: Júlio Rennó e Amélie Marie   “Eu escrevi um livro de poemas e iria publicar na internet, então, tive a ideia de inventar uma entrevista comigo mesmo, criei Júlio Rennó e os outros heterônimos para entrevistar Carlos Gomes e falar sobre o livro de poesia. Fiz a entrevista de brincadeira, e acabei percebendo que as pessoas não entenderam que se tratava de uma entrevista criada, pensaram que era tudo real, que aquelas pessoas existiam no plano físico; mas…

21 de janeiro de 2013 /

Em junho de 1972, no período pós-tropicalista, quando Caetano Veloso havia acabado de retornar ao Brasil depois do exílio em Londres, o músico escreveu: “O tropicalismo foi uma árvore de mil frutos. Digo isso sem orgulho, sem remorso. Os frutos pecos e podres se espalharam pelo chão e ninguém melhor instalado para sentir-lhes os fuçadores de raízes”. O manguebeat e a tropicália guardam, seguramente, inúmeras diferenças, mas é possível percebermos certas características comuns aos dois movimentos culturais (ou movimentações, como…

21 de janeiro de 2013 /

O e-zine pq? é uma publicação do site Outros Críticos, de Recife/PE. O site está no ar desde 2008 e atua com crítica e produção cultural. Além do e-zine, também é responsável pelo projeto, de debates e shows, Outros Críticos convidam e a coletânea musical Bootleg. Faça o download da edição de dezembro 2012 aqui. Ficha técnica: Carlos Gomes: Edição, redação e revisão. Fernanda Maia: Design e diagramação. Sumário: ENTREVISTAS Rua Matheus Mota Ricardo Maia Jr. Wandula Tibério Azul Siba COLUNAS Crítica…

21 de janeiro de 2013 /

A presença de Matheus Mota na nova música pernambucana confirma o interesse da crítica e do público pelo entrecruzamento de linguagens. Artes Visuais, Publicidade, Quadrinhos e Música, muita música, de diferentes formas, sotaques, timbragens, permeia o trabalho de Matheus. A nossa conversa girou em torno do seu primeiro álbum Desenho, lançado em 2012. por Carlos Gomes.   Os lançamentos de discos no circuito que conhecemos são bastante parecidos, com faixas no Soundcloud e disco para download gratuito em alguns sites…

21 de janeiro de 2013 /

  “A crítica e a criação podem andar juntas” [1] (Lourival Holanda)   A vontade de organizar em livro[2] os ensaios que Ricardo Maia Jr. escreveu durante seis meses no blogue Outros Críticos, nasceu não pela escrita, mas pela oralidade do debate. Refiro-me ao primeiro encontro do projeto “Outros Críticos convidam”, que tinha como tema: “Retoques da Tradição na Canção Popular”, com participação de Ricardo e do cantor e compositor Zé Manoel. Como se tratava da 1ª edição de um…

20 de janeiro de 2013 /

Ricardo Maia Jr., mais conhecido como músico da banda Ex-exus, conversou conosco sobre os desdobramentos que os seus ensaios provocaram depois do lançamento de seu primeiro livro de crítica musical. Em que, de um ponto de vista privilegiado, já que atua há muito tempo como músico e pesquisador em Pernambuco, põe luz sobre uma série de bandas surgidas depois dos anos 2000. por Carlos Gomes. O lançamento do e-book serviu para legitimar as críticas que você já havia escrito na…

18 de janeiro de 2013 /

O pesquisador e músico Ricardo Maia Jr. lançou, no dia 20 de novembro, um e-book com ensaios sobre a cena da música alternativa pernambucana. Os seis textos que compõem o livro foram escritos durante o primeiro semestre de 2012, período em que Ricardo assinava como colunista do site Outros Críticos. Em Entrelugares: notas críticas sobre o pós-mangue (2012), Ricardo discute sobre a conceituação da geração pós-mangue, a sonoridade e a estética dos artistas dessa geração, assim como as suas letras de música,…

5 de janeiro de 2013 /

Coletânea para além da sonoridade pós-mangue* (2012)  Faça o download aqui. *A coletânea faz parte do lançamento do e-book Entrelugares: notas críticas sobre o pós-mangue (2012), de Ricardo Maia Jr. As bandas da coletânea foram analisadas no ensaio “Para além da sonoridade pós-mangue”.

4 de janeiro de 2013 /

Coletânea Bootleg’12 – Outros Críticos Faça o download aqui. A coletânea é organizada através de uma chamada realizada no final de cada ano. Em sua quarta edição, a Bootleg inclui faixas extras, takes alternativos, gravações caseiras. Em suma, canções que normalmente ficariam guardadas têm a chance se serem ouvidas em seu estado bruto. Artistas como Rômulo Fróes, Julia Says, Ze Manoel, Stela Campos e Jair Naves já participaram de edições anteriores. Dividida em dois lados, A e B, a Bootleg’12…

3 de janeiro de 2013 /

“O fato é que cada escritor cria seus precursores. Seu trabalho modifica nossa concepção do passado, como há de modificar o futuro.” (Jorge Luis Borges)   A canção “A Bossa Nova é foda”, que abre o novo disco de Caetano Veloso com a BandaCê, Abraçaço (2012), formando uma trilogia com os álbuns Cê (2006) e Zii e Zie (2009), retoma criticamente o movimento musical que revelou Tom, Vinicus, Lyra, entre outros, mas, sobretudo, João Gilberto. A música impõe uma outra…