entrevista: Matheus Mota

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Fotos: Renata Pires

por Carlos Gomes.

O músico, ilustrador, designer e contador de estórias Matheus Mota está perdido. E é essa perdição que dá sentido à sua música. Se a autoironia narrativa do primeiro disco, com suas impressões pianísticas dos barulhos de rua do Recife inventário que ele mesmo criou, lhe pôs numa cadeira que ninguém havia ousado sentar na cena musical contemporânea de Pernambuco, foi preciso perceber que há poucos alunos em sua sala. Ouvindo as músicas de seu novo álbum, se tem a impressão que mesmo que ele abandone a cadeira que ocupa e decida juntar-se festivamente na grande sala dos artistas, o seu lugar dificilmente será ocupado. Matheus, em pouco tempo, vem construindo uma obra singular e diferente de muita coisa, que mal nos acostumamos a escutá-lo. A música desafia o ouvinte: “Foi isso que eu escutei? Ele disse isso mesmo? Afinado, desafinado, debochado, irônico, bobo? O que é, o que é?” Os perdidos tem aquela coisa do não pertencimento, de estar e não estar. Pois bem, Matheus está sozinho e perdido, e isso faz bem à sua música.

Em que pé está a produção de Almejão*, prazo de lançamento e convidados? Em abril estarei finalizando a gravação. Há muitos convidados. Ele começou pouco antes de eu lançar Desenho – já estava gravando coisas dele –, tem participação de Fred Lyra, porque a gente usou uma trilha dele, que fiz com ele. Uso a guitarra em uma música. Tem participação de Aninha Martins, Rodrigo Padrão, Luciano Emerson, que faz os sopros, Rodrigo Samico, do Saracotia – tudo indica que ele vai gravar o violão.

* O disco foi lançado em 29.09 para streaming na conta do Soundcloud do músico.

Em relação à sonoridade do disco, no processo de gravação, o que você está imaginando conseguir com ele? Eu não sei se eu posso me adiantar em relação a isso. Mas enquanto Desenho é muito ligado à música polifônica, concreta, com canção na zona popularesca, o Almejão é um pouco mais temático, no sentido que está mais ligado a uma música livre. Tem muita coisa mais jazzística, com influência de Hermeto Pascoal, uma coisa mais solta. Ao mesmo tempo, as músicas vão se entrelaçando como se fossem uma programação de TV. Ele abre com Faustão me chamando. Editei Faustão dizendo “Mateus Solano” e “Ed Motta”; e parece que ele está me chamando mesmo. O disco abre como um programa de TV. Tem jingles intercalando com as músicas. Então, ainda não sei dizer o que esse bolo todo é, mas ele é mais visceral. Alterna entre canalhices televisivas populares, mas com uma coisa confessional nas letras, é mais agressivo mesmo.

Você consegue fazer uma comparação dele com outros discos que foram referência? Acho que o pessoal pode associar a Arrigo, por causa do sopro. Mas o Arrigo está muito ligado ao disco Desenho, mesmo. A faixa “O novo dia” lembra muito Arrigo Barnabé; ou alguns trechos instrumentais que entram, em cada melodia há um mundo, como Caio Lima (Rua) comenta, de vez em quando. Você vai se ater à música toda, mas se você perceber, cada voz vai contando, instrumentalmente, uma história, e que tudo isso converge para o contexto geral da música. Isso se mantém um pouco no Almejão, mas este é menos vazio que Desenho; ele é mais cheio, preza por harmonias, experimentações harmônicas. Não sei dizer, no final, se ele é mais limpo ou mais sujo. Você pode pensar que ele é mais sujo por ser mais alto, mas eu acho, às vezes, mais limpo, tem uma organização mais de música tonal do que Desenho.

Quando você fala que ele é música livre, meio jazzística, tem improviso, também? Tem. Inclusive, o que eu passar pra banda, do que a gente prepara pro show, às vezes eu passo, de uma música inteira, dois compassos, pra aprender, só. Vou prezar muito por isso. Tenho uma influência recente dos próprios caras que eu tenho convivido. A sonoridade do Mojav Duo, da Rua, de Juliano Holanda, me influenciou, assim como os shows de música livre que eu fiz com Henrique Correia, o guitarrista novo – a gente fez um show no Cine Direto, no ano passado, vamos fazer esse ano; tocamos no ateliê de Daaniel Araújo –, e em seminários que eu tenho visto de ritmos complexos. Há uma proximidade maior com essa galera. Com Glauco, antes de ir fazer mestrado em Portugal, Mateus Alves. Eu estou falando muito de música com esses caras. Eu não tinha contato com eles em Desenho. Andava com Juvenil e com uns caras que tocam rock. De repente, apareço com um disco que não tem nada a ver com eles, aí comecei a me atrair à música mais alternativa, não muito ligada ao rock.

Então, Almejão vai ter um diálogo com o disco do Mojav Duo, por exemplo, que também está pra sair? Eu tenho o disco inédito do Mojav Duo, há muito tempo. Então, me influenciou muito. A primeira faixa do Almejão gravada foi a que eu gravei com Fred Lyra, que era música minha, mas aí ele fez um improviso – os improvisos de Fred re-harmonizam uma música inteira, mesmo que você passe os acordes, ele tem uma coisa que destrincha e não fica fora da música, tem tudo a ver com a música. Harmoniza com uma coisa ligada à música livre. Ele entende muito de relações matemáticas. Dependendo da altura de uma nota que ele dá, refaz um acorde inteiro. Essas coisas mais estranhas, eu vejo em Desenho, também, mas no Almejão isso está mais consciente, mais racional.

Você acha que o trabalho está mais confortável, agora, por conseguir fazer um diálogo sonoro com outras bandas? Eu não sei porque a gente não tocou ainda. Existe a ideia de fazermos show juntos, com a Rua – eu toquei com os caras no fim do ano de 2013, no Solar da Marquesa. Eu quero tocar mais. Mas não que esse diálogo não existisse antes. Antes eu não tinha banda. A maneira como a minha banda foi crescendo, com músicos amadores, amigos que gostavam da música. A gente foi aprendendo junto. Foram saindo e entrando membros. Eu considero que os shows que deram certo foram os três últimos, do Coquetel Molotov, do O.N.I. e da Livraria Saraiva. Não ignorando o que existia antes, mas a gente ainda não tinha um nível razoável, era muito iniciante; e já tinha Desenho pra trabalhar, assim não conseguíamos tocar o disco. Se eu pudesse, antes eu já teria feito parcerias com outros músicos. Tem uma coisa, também, o nome do disco, “Almejão”, que é uma gíria de uns amigos de São Paulo, que é uma coisa pra pretensioso. Ao mesmo tempo, é uma autocrítica, porque o disco soa grande, porém tem uma autodepreciação, as coisas bobas do outro. Mas eu falei: “Se eu estou conseguindo tomar uma cerveja com esses caras, vou começar a chamar eles”. Então, vai ter participações só de caras que eu considero bons. Glauco quase gravou um piano, não deu tempo. Posso até tentar pedir pra ele gravar, e mandar de Portugal.

“Almejão é um pouco mais temático, no sentido que está mais ligado a uma música livre. Tem muita coisa mais jazzística, com influência de Hermeto Pascoal, uma coisa mais solta.”

O que você achava bobo em Desenho? Eu continuo achando bobo, também, muita coisa desse. (risos) Almejão é baseado nesses amigos. É a espécie de um cara que tem as suas capacidades, mas ele fala: “Pra se dar certo em São Paulo, você precisa, basicamente de duas coisas: contatos e almejações. Você não precisa ser bom, mas parecer bom”. Paulo César Pereio fala: “Você não precisa ter pau grande, mas tem que ter cara de que tem pau grande”. (risos) No fundo é isso. Tudo o que a gente tem visto de cena são contatos e almejações. Não é, necessariamente, que a galera seja muito profissional. Ninguém é profissional ainda. Embora todo mundo esteja com aberturas pra tocar em carnaval, Coquetel Molotov, Abril pro Rock. Mas o pessoal está com almejações. Estão pensando: “Porra, se está rolando a oportunidade, vou pegar ela com a mão e nesse processo de aceitar a oportunidade, vou me profissionalizando”. O disco é meio isso. Eu não fiquei melhor, não estudei mais nem sei mais música do que antes. Fui mais cara de pau mesmo de alçar novos voos e chamar uma galera pra participar.

O disco pedia essas participações? É porque os caras são pesquisadores. Eles têm uma questão com música de pesquisa. Caio Lima veio me contar que eles fizeram um acordo, na Rua, de existir por dez anos. Isso eu me identifico, eu gosto de pesquisa. A oportunidade de fazer o Almejão é de pesquisar também. Me negar em relação ao anterior. Por exemplo, em Desenho, a ordem das músicas faz um desenho; a primeira música ela tinha que ter um determinado momento. Se o momento cansar, vem uma seguinte, que vai cansar a outra sensação, e vem a seguinte. Isso, eu ainda mantive, inclusive parecido com o outro. Eu preparo, tenho um trabalho danado pra fazer um disco todo, eu queria que a galera ouvisse o disco inteiro. Às vezes, eu preparo um mapa de sensações, de momentos. Uma explosão danada, depois vem uma música superdoce, que Aninha Martins canta.

Se formos pensar, por exemplo, nesse mapa que você fala, numa linha estética entre o Desenho e o Almejão, quais são as principais diferenças e semelhanças entre eles? Eles se completam. Estou percebendo que vou ter a paranoia de fazer discos que formam uma coisa maior. São uma coleção. Meu pai é artista plástico e trabalha com séries. A ideia da série, eu sou bem centrado nisso. Tipo, quinze quadros que são Desenho, vão vir doze ou treze do novo. Eles devem ter uma relação de pesquisa, no ponto onde eu parei no anterior, ou até de continuidade, negação, desenvolvimento. Não é uma ilha, sabe? Só não lancei no ano passado devido a problemas, correrias e outras prioridades. Mas soltei o livrinho Pombo Amigo.

A experiência do lançamento de Desenho, pelo selo Cloud Chapel, e divulgando na internet, mudou a tua cabeça em como lançar o próximo disco?Sinceramente, e falando desse processo do ano passado, a maior parte da audiência, 80% dos plays foi de 2012 ainda. Eu primeiro combinei com os caras do selo de soltar, tinha uma ansiedade dos amigos músicos de lançar, que já viam shows do Varal. Ele teve muito acesso mesmo. Saiu no Diario on-line junto com o disco de Claudio N. na mesma semana. Eu não estou pensando em difusão. Eu fiquei menos pensando em mercado, eu acho. Eu vou querer sobretudo uma banda concisa. A gente está muito mais colaborativo agora, nesse sentido, e tentar ficar mais profissional, divulgando na medida em que for fazendo show. Vou lançar na internet e tentar prensar pelo selo. Eu pretendo fazer tiragens também. O Desenho teve três tiragens. A última foi do mini-vinil, vendeu tudinho. O pessoal gostou. Eu estou querendo fazer essas edições especiais. Porque eu prezo muito pela capa.

Essa é uma questão que queria te perguntar, sobre o disco como objeto artístico, ligado ao conceito de álbum. Você acha que o objeto artístico agrega valor para o disco em si? Isso ajudou muito em Desenho, porque o pessoal queria muito ter o souvenir, a grife, o CD. A capa foi lançada seis meses antes. Eu não consegui fazer isso agora. Eu contei muito com Raul Souza, ele ficou muito enrolado com o que tava fazendo, mas vai entregar uma parte do que fez, que foi a colorização da capa. O desenho é meu também. Eu também fiz um teaser em vídeo do Desenho e soltei uns quinze dias antes do lançamento. Me deram uma ideia muito boa agora. Eu quero fazer vídeos pro Almejão. Ele é muito cinematográfico. Várias passagens dele parecem trilhas mesmo. Instrumentais, a própria faixa “Almejão”. E ele tem uns jingles, de 40 segundos, que eu pensei em fazer peças publicitárias mesmo. Ele ainda mantém esse espírito, no Desenho tem um jingle no meio. Mas eu tenho impressão que quando você ouve deliberadamente uma música de três minutos, simples, com verso, refrão, verso, refrão, sabe? Eu acho que a minha música não é muito atraente pra isso. As pessoas não vão de cara falar: “Vou ouvir, comprar isso, já adoro esse cara”. Eu tenho que pensar em coisas atraentes pra capa. Eu envolvo jingles, boto Faustão falando lá. A pessoa pensa: “Tem tudo o que eu gosto, o que eu me identifico, mas o que é essa música?”. Tanto que o Desenho tem uma aceitação de muita gente leiga, que não entende de música. Todo mundo gosta. O show era cheio de criancinha. Porque a maioria dos shows da gente, da cena, vão muitos músicos ver. Os amigos músicos. Mas muita gente que ia ver o Desenho não era músico, nem ligado a teatro, a nada artístico assim. Eu vou pegando a pessoa pela beirada. Através disso: do objeto, projeção, vídeo. Os Ex-Exus faziam muito isso. Quando eles estavam mais ativos.

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Capa de “Almejão”, por Matheus Mota. O disco foi gravado em Recife e São Paulo entre 2013 e 2014.

Fala um pouco do Grupo Varal e da relação dele com o disco Almejão.Está mais próxima. O Grupo Varal atualmente é Daniel Moraes, Thiago Canuto, Igor Menezes, Aninha Martins, Aline Borba e Henrique Correia. E eu. É uma banda muito grande, eu não sei como vai ser. Se eu vou dar uma prioridade maior à cozinha, pra ensaiar mais com os caras. E ir colocando o restante como ornamento, ou já boto tudo junto. Penso em chamar participações pros shows. Henrique Correia é da Jazz Sinfônica, da UFPE. Ele conhece muitos músicos. Seria interessante reproduzir o show como no disco. Aquela coisa grande. Quase sinfônico, o disco. É. Não parece. Não é tanto os instrumentos que fazem aquele som ali. Uma coisa que eu ouvi com Eumir Deodato, ele faz um acorde assim – é que eu realmente não entendo de música, posso estar falando uma merda – e diz: “Esse acorde é igual a este”. Ele destrinchava o acorde em vários dedos, em várias alturas e fazia umas inversões, que dava uma impressão que era maior. Não tem tanta coisa a mais, mas parece que engrandece um pouco o som. Pra dar um exagero. O meu disco é meio pretensioso, meio megalomaníaco. Mas ao mesmo tempo é indeciso, é bobo. Eu não considero um disco pretensioso e megalomaníaco, apesar de ter tudo isso.

Em 2013, o trabalho coletivo foi mais evidente, com você colaborando com Aninha Martins e outros músicos. Isso continua em 2014 com a contribuição de Fred Lyra, Rua, Luciano Emerson, entre outros? Ele continua muito pessoal e autoral. No Almejão eu tenho parceria com umas duas ou três letras com um amigo meu de São Paulo. A gente fez on-line. Eu quero ter parceria, porque eu não consigo me encontrar tanto, embora conviva mais com essas pessoas. Ter a parceria com Juliano Holanda em Dois Sons, eu achei uma das melhores coisas – não no sentido do resultado final, se a gente tivesse tido mais tempo, teria ficado melhor –, mas me senti muito bem, porque é um cara de outra geração, mais velho, com muita experiência, um estilo diferente; e a gente convergiu. Tanto que, no estúdio, ele comentou: “Tinha tudo pra dar errado”. (risos) Porque eu acho que devo dar a impressão de ser muito difícil, mas eu quero muito fazer parceria com todo mundo. Agora, não me interessa gravar piano pra ficar só acompanhando o disco da galera, eu quero algo meio a meio. Se tudo der certo, daqui para frente, eu me encontro mais com esses caras. Até mesmo a galera mais nova.

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Matheus Mota gravou duas faixas inéditas com Juliano Holanda para o projeto “Dois Sons”, vinculado ao lançamento da 2ª edição da revista Outros Críticos. Foto: Renata Pires

O que aconteceu na cena musical que você estava mais inserido, com o lançamento do “O.N.I. – Objeto Não Identificado”, que depois se transformou em “Cena Beto”; houve participação tua na Temporada Beto, depois fizesse participação com a banda Rua, que já é outro caminho, e gravasse com Fred Lyra, Juliano Holanda. Como você vê tua participação nesses diferentes meios? Sou a interseção de tudo isso. Eu tinha uma banda de rock-punk, antigamente, mas eu não fiquei só nisso. O mesmo é com o jazz. Eu tenho certeza que as coisas jazzísticas que eu faço, por ter um toque de rock no meio ou uma letra boba, o cara do jazz puro, ele vai achar uma bosta. Ele vai achar que estou tirando onda com o estilo dele ou é outra coisa mesmo, mas eu procuro percorrer um pouco em tudo. Se tem todas as esferas fazendo, eu sou aquele pontinho bem pequenininho, no meio. Não só eu, tem vários caras assim, também.

Você acha que há uma desvantagem nisso na hora de receber convites de produtores, ou de acesso ao público? A desvantagem eu senti um pouco, não sei se é coisa da minha cabeça. Mas não acho que é da galera, não. É de você ter uma manchete que tenta resumir tudo em uma coisa só. Então, ela vai tender pra um lado. Aí, a galera que quer muito a oportunidade, ela vai tender pra manchete. Sinto que as manchetes guiaram muita coisa do que poderia ser uma cena com Glauco e Rua também. Por que não todo mundo? Eu vejo tudo como uma nova cena do Recife 2010-2020, sabe? Eu vejo assim. Não vou me ater só a um grupo, apenas.

Quando você fala em manchete, acha que a imprensa tem tido o papel de afunilar tudo num caminho só, mais homogêneo? É. Eu acho. A galera por inexperiência e ansiedade compra um pouco isso. Não sinto a galera questionar tanto, e falar: “Peraí, pô, a gente não é nada disso. A gente é Graxa, Juvenil Silva, mas também é Aninha Martins, Matheus Mota. A gente também é a Rua, pô”. Por que não? O pessoal todo se conhece, se dá bem. Por que o “no mínimo era isso” seria outra cena? Eu vejo músicos mais velhos, uma galera mais profissional, mas é música, tudo é música. Não vejo como uma música superior, por exemplo. Até porque muito do que tem essa “superioridade”, que eu tento me apropriar por influência, por almejação, eu tenho muito da coisa amadora da cena do Desbunde Elétrico. Não sou profissional.

O ano de 2014 será para o lançamento de Almejão e tentar circular com o show? Eu quero circular. Tomara que role os espaços. Vou focar muito nisto, em shows e parcerias. Matheus e Rua, Matheus e Juliano Holanda… Você vai tentar produzir os próprios shows? Vou tentar. De fato, ninguém trabalhou como produtor. Todo mundo vai começar nessa de produtor este ano. Mas um grupo gigante, com duas ou três pessoas organizando… Não deu muito certo. Expôs a gente. Eu queria tentar produzir os shows porque, primeiro, é mais fácil você produzir seu próprio show, porque dá pra conhecer o palco, mas seria legal um produtor junto ajudando.

Publicado originalmente em março de 2014, na 2ª edição da revista Outros Críticos.

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Carlos Gomes Escrito por:

Escritor, pesquisador e crítico. É editor dos projetos do Outros Críticos, mestre em Comunicação pela UFPE e autor do livro de contos "corto por um atalho em terras estrangeiras" (2012), de poesia "êxodo," (CEPE, 2016) e "canto primeiro (ou desterrados)" (2016), e do livro "Canções iluminadas de sol" (2018), um estudo comparado das canções do tropicalismo e manguebeat.

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