Cobertura do Festival Abril Pro Rock

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Se fosse para tentar categorizar, a sexta-feira do Abril Pro Rock foi o dia da meiguice e da felicidade. Boa parte das atrações, tirando algumas exceções, faziam um som para cima, para cantar juntinho abraçado com os amiguinhos e, preferencialmente, com um público formado por gente que não tinha uma idade muito acima dos 21, 22 anos de idade, pois, a partir daí, já se começa a viver certas situações que maculam essa visão cor de rosa do mundo.

Por motivos de força maior, não pude assistir o show de Tagore, músico com bastante influência do Udigrudi pernambucano dos anos 70 e que costuma tocar muitos covers ao vivo (segundo fontes confiáveis, foram cerca de 4 versões de outros artistas, o que imagino que tenha sido metade do set dele). Cheguei quando Babi Jacques & os Sicilianos já estavam bem adiantados em sua apresentação. A banda mistura performance teatral com música que remete ao dos antigos cabarés franceses, obviamente em uma versão mais simpática do que a real atmosfera decadente desse tipo de ambiente. Esteticamente, todos fazem alusão à máfia italiana, de uma maneira novamente mais light, já que gangsteres eram figuras de extrema periculosidade que, entre diversas outras maneiras, matavam desafetos com picadores de gelo e não apenas pessoas que se vestiam de maneira estilosa. O som em geral me lembrou um pouco o que Rádio de Outono fazia na época em que a chamada cena indie tomava conta de Recife. A reação da plateia para com eles foi bem favorável, de todo modo.

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Em seguida, entra Silva no palco. São só dois sujeitos, o próprio Silva e um batera coordenando toda uma gama de sons e parafernália. Pena que boa impressão inicial se dissipa conforme as músicas vão passando. Há a utilização de algumas texturas de teclados e efeitos em geral até bem interessantes, mas, a impressão que passa é que, por trás de tudo aquilo, estamos ouvindo um banda tipo Coldplay ou Keane, ou até quem sabe um Roupa Nova mais modernoso. Em alguns momentos, tive impressão de ouvir a mesma música tocada outra vez, mas deve ter sido engano. O fato de existir ali uso abusivo em quase todas as músicas de um simulador de steel drums, uma percussão de origem caribenha que produz um som melódico e metálico, também corrobora para isso. É até curiosa a comparação que muitos fazem do som de Silva com o trabalho do Panda Bear,  membro do grupo americano Animal Collective, já que, enquanto o gringo leva o trabalho com melodias e harmonias vocais a um patamar além do pop comum, o brasileiro simplesmente usa uma gama de sons como enfeite para uma série de harmonias lugares comuns, que algumas vezes remetem as coisas mais básicas do Guilherme Arantes e, na maioria delas, a algo que o Marcelo Camelo poderia estar fazendo. Para não dizer que não falei de flores, a versão synth-pop para a marcinha “Taí” ficou bacana.

Aí vem a Volver, que já entrou com o jogo ganho. O tamanho do público deles aqui impressiona.  Ao vivo, o som ganha uma salutar pegada mais pungente, que contrasta com a chupinhação de Strokes e Killers que ocorre na produção dos dois últimos discos deles. A pegada mais roqueira remete tanto a algo do Elvis Costello e alguma coisa do tremendão Erasmo Carlos, caso esse último tivesse alguma apreciação pelo chamado “new rock”. Tocaram a infame “Mangue Beatle”, uma clara provocação ao Manguebeat, que eles costumam dizer que não é bem assim, e a reação do público foi eufórica. O som tem aquele apelo alto astral e não dá para dizer que alguma coisa lembra demais os Los Hermanos, caso eles tivessem um approach mais roqueiro, por assim dizer. A plateia se divertiu bastante, pelo visto.

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A entrada do Television foi basicamente um choque de realidade. A clássica banda nova iorquina, conhecida pelo seu emaranhado muito bem costurado de guitarras, entra no palco de maneira casual, com o líder Tom Verlaine passando um bom tempo ajeitando o pedestal do microfone como se estivesse em um ensaio. Postura de quem não tem mais nada a provar para ninguém há muito tempo e quem quiser que tenha o devido tino de esperar. O show parece curto, mas sem grandes facilidades. 3 das 6 músicas tocadas beiravam ou ultrapassavam os 10 minutos de duração, como a dinâmica “Little Johnny Jewel, a tensa “Persia” e o opus grandiloquente “Marquee Moon”, faixa do disco do mesmo nome que é discoteca básica para qualquer um que se preze, que encerrou a apresentação. Nessas faixas, a banda improvisou solenemente, com destaque para destreza sem afetação de Tom Verlaine nas 6 cordas, a segurança do guitarrista Jimmy Rip e do baixista Fred Smith nas bases, e a criatividade rítmica do baterista Bill Ficca. As outras 3 músicas, “Prove It”, “Glory” e “ Venus”, também proporcionaram momentos bonitos.

Ponto negativo para reação de algumas pessoas da plateia, que jogaram um monte de coisas no palco durante o show, incluindo aí uma coxinha que atingiu em cheio o Tom Verlaine, que levou o fato com um inesperado bom humor. Já Jimmy Rip não teve a mesma paciência e chamou o meliante da plateia que acabara de jogar uma lata de cerveja no palco para o pau. Por sorte, o ocorrido não deixou o ritmo do show cair e a apresentação da banda foi mais do que excelente.

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Logo é vez de Marcelo Jeneci e as coisas voltam a ficar fofas novamente. É inegável que é um excelente instrumentista, acordeonista e tecladista de primeira, mas o nível de doçura de suas canções pode complicar o colesterol de muita gente. Em dado momento, Jeneci começa a falar sobre como as coisas boas da vida são de graça, incluindo o ato de transar. Essa declaração chega a ser assustadora, pois sexo é a coisa que menos se relaciona com a música dele. Um namorinho de portão, daqueles que os parentes ficam viajando de longe, é o que mais se aproxima.

É tarefa de Siba cortar a sacarose com sua mistura de rock, brega, música regional e tinturas progressivas. Algo próximo do que o Cidadão Instigado faz, mas com características bem particulares. O uso de uma tuba substituindo os graves de um baixo elétrico é um recurso muito interessante e funcional. Quem conhece o músico pelo seu trabalho com o Mestre Ambrósio e a Fuloresta, vê que a performance de palco mais discreta de outrora agora é substituída por um postura mais solta e descontraída. O músico mostra domínio de palco e também de sua guitarra, fazendo ótimos fraseados e solos com o instrumento. O final do show ganha uma pegada de música da zona da mata pernambucana misturada com solos efusivos de guitarra e termina em clima de festa.

Festa também é a especialidade dos Móveis Coloniais de Acaju, que finalmente entra no palco com toda empolgação que lhe é peculiar, A introdução tem um quê de tensão e cria uma expectativa para o que pode acontecer. Mas logo entra o vocalista, feliz da vida, pulando e fazendo gestos de “vamos agitar, gente!” Daí as coisas começam a ficar cada vez mais maluquinhas e alegres. O pessoal do naipe de metais toca dando tchauzinho para o público. O vocalista ensaia um quase striptease. Pois bem, a toada é essa até o final, sem pausa para qualquer momento mais contemplativo ou algo que o valha. É engraçado ver que a banda nem soa insana ou algo do gênero. Eles são simplesmente alegres, muito alegres. Tão alegres que beira uma boboalegrice que chega a  incomodar quem não é fã de carteirinha. É de pensar como deve ser difícil para um dos integrantes dessa banda, caso ele tenha um dia particularmente ruim, tendo brigado com a mulher, batido o carro no trânsito ou sofrido um assalto e, no mesmo dia, ter que encenar tanta vivacidade e euforia no palco. Não deve ser uma tarefa fácil. Mas todos os integrantes perfazem isso com afinco e dedicação ímpar. Nesse sentido, estão mesmo de parabéns pelo esforço.

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Uma coisa você pode ter certeza: o dia dos sons pesado do APR é imortal. Pode ser que exista o dia hipster, o dia da cumbia ou do carimbó sirimbó de Belém do Pará, que hoje voltou a ser a grande tendência na música brasileira, mas nunca que o dia reservado para as várias tendências do metal e do punk deixará de existir. Muito disso se deve a fidelidade canina dos amantes desses gêneros, que marcam território a cada edição do festival. Mesmo que implique em se ter basicamente medalhões da velha guarda, já que o APR não se presta a dar muita atenção às bandas mais novas da linha evolutiva do rock pesado.

O que dava para perceber logo de início é que, mesmo cedo ainda, já havia muito mais pessoas presentes do que no dia anterior. Nesse horário, por volta das 19h45min, estava tocando a potiguar Kataphero (infelizmente, novamente por motivos pessoais, acabei perdendo os shows da pernambucans Kriver e Vocífera), que faz o que chama de War Metal, um som mais cadenciado com passagens épicas e vocais urrados. Chegam a lembrar em alguns momentos o Amon Marth, uma das referências do estilo. Os músicos tocam travestidos de guerreiros, o que deixa as coisas um tanto quanto mais engraçadas do que deveriam. Mas, musicalmente, são bem competentes em sua proposta.

Próxima atração da noite, o Fang é uma banda de hardcore bem underground que ficou mais conhecida nos anos 90 em diante por ter um disco, Landshark, incluído em uma lista de 50 álbuns preferidos do Kurt Cobain. O baixo estava quase inaudível, mas a guitarra era tão alta e suja que chegou a compensar um pouco isso. Como a noite não estava para brincadeira, eles privilegiaram as suas músicas mais rápidas, como “Skinheads Smoke Dope”, “Landshark”, “Here Come The Cops” e um cover frenético de “People Who Died”, do músico e escritor punk, Jim Carrol. Mas suas faixas mais arrastadas, que foram bastante influentes no rock underground feito dos 80 para cá, também se fizeram presentes em “Law & Order” e o quase hit “The Money Will Roll Right In”, sendo essa coverizada por bandas como o Nirvana e o Mudhoney. Muito simpático e educado, o vocalista Sammytown disse, em bom português, que amava todo mundo e que todos podiam, errr, sugar o seu orgão genital (o termo não foi bem esse, mas…). Um amor de pessoa, definitivamente.

Para continuar a festa punk, os brasilienses do D.F.C. entram com seu hardcore de letras bem humoradas e cínicas. O som é uma mistura de D.R.I. com Suicidal Tendencies, flertando aqui e ali com alguma coisa de crossover, gênero que é uma espécie de elo perdido entre o metal e o punk, pendendo mais para o segundo. Fizeram uma singela homenagem à sua cidade natal, com a carinhosa “Cidade de Merda” e fecharam com uma das suas faixas mais conhecidas, a divertida “Molecada 666”.

Como hardcore pouco é bobagem, os Devotos entraram logo na sequência. Geralmente boa de palco, a banda penou um pouco com o som ruim do palco esquerdo, mas, aos poucos, a coisa foi engrenando e ganhando ritmo. A banda, que talvez seja a mais autêntica representação sonora do proletariado recifense, desferiu uma série de hits do punk local, como “Nós Faremos que Você Nunca Esqueça”, “Viva a Vida que Você me Deu”, “Dia Morto”, “Futuro Inseguro” e “Vida de Ferreiro”, esse último um dos melhores hardcores já feito em terras brasileiras. Depois de 12 anos sem tocar no APR, o retorno dos pródigos Devotos foi mais que bem vindo.

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Sobre o próximo show da noite, é bom dizer: não foi uma apresentação do Dead Kennedys. Sim, pareceu muito com uma, mas não foi. Não importa se três dos integrantes da formação mais clássica estavam presentes, DK sem Jello Biafra não é DK. Alguém consegue imaginar a volta dos Stooges sem Iggy Pop? É a mesma coisa então. E não tem isso de que é “papo de saudosista”, pois Biafra era o letrista, principal compositor, mentor da estética e atitude política, foi autor do nome da banda e simplesmente um dos vocalistas, intérpretes e frontmans mais característicos de história do punk-hardcore. Se isso não adiantou muita coisa, vamos confrontar algumas inverdades ditas na redes sociais meses atrás:

– Não, a banda não está na ativa há mais de 20 anos sem o Biafra. Ela acabou em 1987 e voltou em 2001, já sem Jello. Passou a década inteira de 90 parada, só para dar um exemplo;

– Não, os fãs de Jello Biafra não vivem do passado, pois essa formação do DK  não lançou nenhum material novo desde 2001 e vive de tocar os clássicos antigos;

– Não, a volta não foi bem vista por boa parte da comunidade punk mundial e esse mesmo pessoal acha tudo isso uma piada.

Pois bem, esclarecido isso, não dá para negar que foi uma apresentação de respeito, apesar dos pesares. Klaus Flouride, East Bay Ray e D.H. Peligro são alguns dos melhores instrumentistas da cena hardcore e ainda estão em plena forma. O vocalista Ron Skeep Greer é esforçado, performático e se vira como pode no ingrato papel de substituir Jello. E o repertório basicamente não tem erro: “Winnebago Warrior”, “Nazi Punks Fuck Off”, “Kill The Poor”, “Bleed For Me”, “Let’s Lynch The Landlord”, “Too Drunk Too Fuck”, “Police Truck”, “MTV Get Off The Air” (espero que tenha sido a original mesmo e não a ridícula versão renomeada como “MP3 Get Off The Web”), “Moon Over Marin”, “Holiday In Cambodia” e “California Über Rules” foram alguns do clássicos desferidos pela banda. E olha que não tocaram “Chemical Warfare”, “Insight”, “Terminal Preppie”, “Drug Me”, “Religious Vomit”, “Jock-o-Rama”, ” Forest Fire”, “Halloween”, entre outras belezocas, mas aí seria coisa para mais de duas horas de show.

Como já foram faladas coisas bem mais positivas do que se deveria sobre o show dessa banda que teimam em chamar de Dead Kennedys, é bom frisar que o som do palco onde ela tocou estava horrível, deixando boa parte das músicas sem o punch apropriado. Por pouco não estragou a apresentação toda.

O Krisiun entra no palco e a coisa começa a ficar séria de verdade. A banda pegou o Death Metal, gênero mais do metal, e o elevou a um outro nível de extremismo, influenciando inclusive muitas bandas estrangeiras. É no momento que eles começam a tocar, você apenas quer usar expressões como brutal, petardo e outras do gênero presente nos antigos fanzines de metal. Ao vivo, banda é precisão e virtuosismo a toda prova, com destaque para o baterista Max Kolesne, que possui técnica de bumbo duplo que beira o inumano. Peter Sandoval, baterista da clássica Morbid Angel e outro inovador da bateria Death Metal, deve estar orgulhoso do pupilo.

Era realmente impressionante como até a densidade do ar ficou mais pesada, quente e, de alguma forma, mais fedida também. Podia ser um portal infernal sendo aberto ou apenas o odor das axilas dos metaleiros homens, maioria esmagadora, em volta da minha pessoa, vai saber. De toda forma, o clima realmente pesa. A banda ainda faz o favor de tocar um cover bem fiel de “No Class”, do Motorhead. Brutal mano (me perdoem, não deu para segurar… explode coração!).

Depois do massacre sonoro do Krisiun, só mesmo um autêntico representante do Trash Metal alemão para segurar a onda. Foi aí que o Sodom entra com a plateia completamente nas mãos. Sem trazer grandes novidades sonoras, mas sendo um legítimo exemplar da escola europeia de música pesada, mais agressiva e ríspida que sua divisão americana, o Sodom fez a festa da rapaziada. Músicas como “Blasphemer”, “Agent Orange” e a engraçada cover trash de “Surfin’ Bird”, da banda de garagem Trashmen, que, como muitos sabem, ficou bem conhecida por causa de uma versão feita pelos Ramones, levantaram o público.

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Depois da tormenta, a calmaria. Quase que deslocado depois de tanta barulheira, André Matos fecha o festival com seu metal melódico, ou metódico, já que é tudo muito limpo, organizado e bem feito. Deslocado é modo de falar, claro, pois a audiência se mostrou ávida pela apresentação. O show marcava, entre outras coisas, a comemoração de 20 anos de Angel’s Cry, primeiro disco do Angra, banda na qual Matos era o vocalista original – pois é, metaleiros metó…ops, melódicos, vocês estão ficando velhos!

Até mesmo o mais fervoroso fã tinha que assumir que o show ia morno, até chegada a hora que é tocada “Fairy Tale”, música do Shaman, outra banda bem conhecida que o André fez parte. Nessa hora, duendes e fadinhas pululam no palco. No canto esquerdo, perto de um dos monitores, a Enya, aquela cantora de New Age que fez um bom sucesso nos anos 80, está dando um alô para plateia. Brincadeira, gente amiga, nada disso ocorreu de verdade, mas, se caso isso fosse possível, vamos dizer que a trilha sonora para tal acontecimento seria essa. No mais, tocaram ainda “Living For The Night”, do Viper, grupo em que Matos também foi vocalista, e mais algumas coisas do Angra, como “Carry On”, para deleite do público ali presente.

Pequenas considerações e observações finais:

– Não tá fácil ser um roqueiro e sentir fome no APR. Uma mera coxinha custava R$ 5,00. Assim fica difícil recarregar as baterias após tanta bateção de cabeça.

– No meio do show do Krisiun, vi uma garota perto da entrada dos banheiros do lado direito do Chevrolet Hall fazendo uma dancinha sexy. E você achando que não dava para sensualizar ao som do mais bruto Death Metal, hein?

– Vamos ser francos: duas bandas por dia é tudo que Pernambuco tem a oferecer? A resposta é um evidente não. Claro que um festival tem que ser um apanhado dos mais amplos de atrações nacionais, mas qual o dito festival independente daqui que tem a função de prestigiar de verdade a cena da cidade? Esse escoamento da produção local vai sempre assim, a conta gotas? Taí uma pergunta que não quer calar.

– O teaser da sétima edição do festival Desbunde Elétrico rolou altas vezes no telão. A moçada mais esperta deve ter se ligado.

– Já que o negócio do APR é velharia, tenho algumas pequenas sugestões para o próximo dia pesado do festival: Negative Approach, Corrosion of Conformity, Hirax, Jesus Lizard, Jello Biafra & The Guantanamo School of Medicine e Melvins. Pode ser ou tá difícil?

por Thiago Barros.

Fotos por Rafael Passos/Divulgação.  1. Capa do site: Television 2. Entrada do  festival 3.  Silva 4. Television 5. Marcelo Jeneci 6. Segundo dia do festival 7. Dead Kennedys 8. André Matos

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Tiago Barros Escrito por:

Jornalista e músico.

Um comentário

  1. 23 de abril de 2013
    Responder

    Porra, tiago, com essa escalaçao que tu deu aí pro proximo APR, eu voltava a frequentar o festival. Corrosion e melvins, ia ser foda.

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