Autor: Júlio Cavani

Dirigiu os premiados curta-metragens História Natural (DCP, ficção, 2014) e Deixem Diana em Paz (35mm, animação, 2013), selecionados para mais de 50 festivais, incluindo os de Brasília, Gramado e Clermont-Ferrand, entre outras mostras de cinema nacionais e internacionais. Atualmente é jornalista do Diario de Pernambuco, repórter, redator e crítico de arte, com experiência em coberturas no Brasil e no exterior. Atua como funcionário contratado da empresa desde fevereiro de 2003. Finalista do Prêmio Imprensa Embratel 2007, na categoria nacional Jornalismo Cultural, e no Prêmio Cristina Tavares de Jornalismo em 2014. Atualmente é também curador do festival de cinema de animação Animage. Como crítico e repórter, colaborou também para revistas como Outros Críticos, Coquetel Molotov, Billboard, Noize, Continente e DasArtes.

2 de fevereiro de 2017 /

No lugar de fazer uma mera adaptação do cinema para a literatura, os cineastas Marcelo Gomes e Karim Aïnouz criaram uma nova obra ao transportar para o papel o conteúdo do filme Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo. O livro homônimo é um objeto dotado de linguagem própria, que combina fotografias (e “frames”), palavras e um projeto gráfico editorial bastante original para transmitir as ideias, sensações e emoções sobre as relações entre afeto, distância e paisagens já expressas no…

22 de novembro de 2016 /

Jonathas de Andrade está cada vez mais ligado ao cinema. O artista alagoano, que vive e trabalha no Recife, já realizou cinco filmes e quer entrar no circuito de festivais, depois de já ter consolidado espaço em bienais, galerias e museus. Apresentado na Bienal de São Paulo em 2016, o média-metragem ‘O Peixe’ retrata um fictício ritual de abraço e despedida entre os pescadores e os animais pescados. Exibido pela primeira vez na Galeria Vermelho (SP) também em 2016, o…

6 de setembro de 2016 /

Nos últimos 20 anos, entre Baile perfumado (1996) e Aquarius (2016), diferentes teorias têm surgido para tentar explicar o êxito do cinema pernambucano nos maiores festivais de cinema nacionais e internacionais. Mesmo que os filmes produzidos no estado ainda não tenham alcançado um sucesso absoluto nas bilheterias, é inegável a contribuição estética e a originalidade das obras, respaldas pela crítica e provocadoras de discussões para além do campo artístico. Nenhuma das hipóteses levantadas, no entanto, conseguiu identificar precisamente as razões…

17 de abril de 2015 /

Enjaulado, Baile Perfumado, Amarelo Manga e Tatuagem são os únicos filmes pernambucanos cujas trilhas sonoras foram lançadas em CD. As músicas de todos os outros curtas e longas-metragens só foram escutadas por quem os viu (salvo exceções de lançamentos na internet). Existe, portanto, uma considerável produção musical de Pernambuco que se encontra inacessível e representa uma espécie de linha do tempo transversal e oculta em relação ao trabalho de bandas, instrumentistas e cantores como Nação Zumbi, Dominguinhos, Chambaril e Otto,…