Tag: resenha

26 de agosto de 2017 /

Milton Nascimento se apresentou no Teatro Guararapes, em Recife/PE, na noite de 24 de agosto de 2017. A turnê Semente da Terra continua na estrada. 1. Agora é hora de luta! Pressione os senadores e deputados pela aprovação do Decreto Legislativo 160/2017, protocolado por nosso mandato na Mesa Diretora do Senado, pedindo a suspensão do decreto de Michel Temer que extingue…

Leia MaisSemente da Terra, do rio, das gentes

14 de dezembro de 2016 /

Brazilian Jazz. Duas palavras amalgamadas numa expressão que traduz, antes de mais nada, uma brilhante jogada de marketing da indústria fonográfica norte americana. O termo foi inventado nos Estados Unidos nos anos 1960 para, a grosso modo, rotular o encontro da bossa nova com o jazz e registra no continuum da História como a música brasileira oxigenou a produção artística…

Leia MaisA sedição das cordas

12 de dezembro de 2016 /

Em “Depois Que o Nove Virou Seis”, uma das faixas principais de seu novo álbum, Ó (YB Music com patrocínio da Natura Musical), Juliana Perdigão delineia uma síntese de sua arte e de sua própria biografia. Como uma exaltação ao processo criativo contínuo e permanente, ela canta: “Tá tudo em mim, minha voz, meu canto/ Tá tudo bem aqui, o…

Leia MaisÓ, Juliana Perdigão

8 de dezembro de 2016 /

Acredito que Cosmograma, primeiro disco da banda pernambucana Cosmo Grão, sinaliza a consolidação de uma forma de enxergar o rock n’ roll ascendida na década de 2000: guitarras afinadas em ré ou dó, inúmeros pedais de fuzz, variações bruscas de dinâmica e andamento e intervalos melódicos de quinta diminuta, nona e cromatismos. Além disso, a estreia do quarteto instrumental formado…

Leia MaisCosmograma e Cosmo Grão

7 de dezembro de 2016 /

Para escrever sobre Língua é preciso expandir a escuta para outros sentidos, outras partes do corpo. É preciso escutar a pele, os olhos, o pelo. Sentir onde o corpo vibrar. Investigar o que escapa ao primeiro, segundo e terceiro contatos com essa escuta. Os objetos musicais, visuais e as relações que se estabelecem entre eles vão se desdobrando em várias…

Leia MaisLíngua ou palavra caudalosa

29 de setembro de 2016 /

Quatro anos depois de Crônicas da Cidade Cinza (2011), o rapper Rodrigo Ogi lança seu segundo álbum, RÁ! (2015) que vem para consagrá-lo como um dos grandes do rap nacional. As temáticas e os elementos estéticos que já o identificavam anteriormente continuam e parecem cada vez mais maduros, ajudando a solidificar sua atual posição. Nas primeiras, ainda estão presentes as…

Leia MaisCrônicas que viraram canções

29 de setembro de 2016 /

Superfícies (2016), híbrido de livro de contos/fotografia e disco, lançado pelo carioca Leonardo Panço, é uma obra que se destaca pelo formato inusitado e pela chance de abrir portas para que o leitor/ouvinte conheça o funcionamento da mente do artista. Há quem possa categorizá-la como multimídia, mas acredito que a ‘mídia’ aqui seja só o plano onde se revela uma…

Leia MaisDa irrelevância, a criação

27 de setembro de 2016 /

Kitsch. Clement Greenberg preconizava que esta pequena palavra imbuída de significados desastrosos para a sensibilidade humana se alastraria pela Cultura com o aprofundamento da sociedade de consumo de massa. De fato. O domínio do tacanho com aparência de sublime, do eterno deslocamento ante a autenticidade e o conteúdo, alimentado pela sistemática industrial da produção em série de objetos padronizados, amparado…

Leia MaisA narrativa de uma jornada

26 de setembro de 2016 /

“Chama eterna de um minuto”: paráfrase do amor “infinito enquanto dure”, imagem expressiva do estado de permanência e movimento que caracteriza algumas “incertas” que, volta e meia, acometem a música brasileira. Como em toda incerta, chega sem aviso; eterna enquanto dura, a incerta desconcerta pela ausência de uma filiação evidente ou de uma temporalidade referencial que permita sua inserção imediata…

Leia MaisChama incerta de um minuto

4 de agosto de 2016 /

A palavra na música de Lira é mais pesada que o som. Por peso, não quero dizer que o som seja de alguma forma negligenciado ou que só exista em função desta palavra deformada, transformada, desviada da rota, em suma, como poesia. Se as primeiras histórias sobre José Paes de Lira são todas carregadas pela força da oralidade, performance e…

Leia MaisO peso da palavra, do declamador ao cantor

8 de janeiro de 2016 /

.Anganga, o novo trabalho do músico Cadu Tenório em parceria com Juçara Marçal, é como uma voadora de pés juntos bem na ‘caixa dos peitos’. São oito faixas criadas a partir de uma investigação conceitual que funde a experimentação sonora ao resgate de forças culturais oriundas da passagem entre os séculos 19 e 20. Devastadora, a sonoridade ruidosa do álbum…

Leia MaisMergulho no caos

5 de janeiro de 2016 /

Há no mundo de hoje inúmeros elementos de distração. No seu enfrentamento diário da realidade, o sujeito contemporâneo encontra-se imerso num oceano de estímulos sensoriais que se justapõem proporcionando-lhe uma gama interminável de pequenos sequestros de consciência que diluem a individualidade daquele Eu uno, centrado, cartesiano em um Outro, multifacetado e eternamente disperso. O celular está sempre a alarmar uma…

Leia MaisAs encantações de Renata Rosa

4 de janeiro de 2016 /

“Como procurar fendas numa sociedade que se tornou um programa de computador? Como desprogramar essa máquina?”, se pergunta Leonardo Gonçalves, o Negro Leo, em entrevista ao Canal Curta! Sobre seu novo disco, Niños Heroes. A Terra parece lenta demais para o computador. Enquanto a ebulição do “mistifório das velocidades sexuais” e das “velocidades rápidas cheias de nexos policiais” proliferam fenômenos…

Leia MaisÓbvio transtornado