Tag: juçara marçal

25 de abril de 2017 /

Sambas Do Absurdo é o resultado do encontro de três artistas centrais na música popular brasileira contemporânea, cada um deles, a seu modo, renovadores da linguagem da canção em nosso país. De modo esquemático, identificarei assim o papel de cada um neste trabalho: o compositor Rodrigo Campos, o produtor Gui Amabis e a intérprete Juçara Marçal. Criadores de muitos recursos,…

Leia MaisManhã sem serventia

30 de maio de 2016 /

Gritar é exasperar a potência do canto. Essa é a primeira tese que encontrei para começar a escrever sobre a experiência de assistir ao show Encarnado de Juçara Marçal, Kiko Dinucci, Rodrigo Campos e Thomas Rhoner durante a 20ª edição do festival Rec-Beat, em Recife-PE, na pletora de alegria que é o carnaval pernambucano. Relembrar o grito de Juçara é…

Leia MaisEncarnado é para os fortes

17 de fevereiro de 2016 /

A maldição do samba Ouvindo alguns álbuns dos últimos cinco anos, passa a ser mais perceptível uma abordagem pouco usual no que se refere à estrutura musical no Brasil, à polifonia incrustada na harmonia da canção. A polifonia não é nenhuma novidade na música brasileira diante do leque rítmico que a música tradicional nos traz. O samba, símbolo mor da…

Leia MaisCaminhos da polifonia contemporânea

8 de janeiro de 2016 /

.Anganga, o novo trabalho do músico Cadu Tenório em parceria com Juçara Marçal, é como uma voadora de pés juntos bem na ‘caixa dos peitos’. São oito faixas criadas a partir de uma investigação conceitual que funde a experimentação sonora ao resgate de forças culturais oriundas da passagem entre os séculos 19 e 20. Devastadora, a sonoridade ruidosa do álbum…

Leia MaisMergulho no caos

11 de novembro de 2015 /

por Fred Coelho. Dedicado a Juçara Marçal. I – Alguém cantando é bom de se ouvir Há um corpo que canta e toca instrumentos. Há corpos em uma plateia. Todos, sedentos dos corpos no palco, observando seus mínimos movimentos. O músico é esse corpo múltiplo em produção constante de sons, gestos, olhares. Ele ativa sensações coletivas e aguça subjetividades singulares.…

Leia MaisA voz, a imagem e o transitório

5 de maio de 2015 /

PASSAGENS PERFORMANCES PROCESSOS Faça o download do e-book e das 4 faixas ao vivo aqui. Autores: Carlos Gomes, Marina Suassuna, Karol Pacheco, Rodrigo Édipo e Igor Marques Artistas: Juçara Marçal, Russo Passapusso, Thiago Pethit e Matalanamão Edição: Carlos Gomes Projeto Gráfico: Fernanda Maia Fotografia / Festival Rec-Beat: Ariel Martini, Flora Pimentel e Pedro Bayeux Captação de áudio / Festival Rec-Beat:…

Leia Maispassagens performances processos

3 de maio de 2015 /

por Carlos Gomes. A última frase do texto de apresentação do novo livro de ensaios do Outros Críticos, e que dá título a essa postagem, é um convite e ao mesmo tempo um desafio aos leitores de textos, imagens, sons, diálogos e recortes que compõem o e-book PASSAGENS PERFORMANCES PROCESSOS, que estará disponível para download e leitura gratuita aqui mesmo…

Leia Mais“Boa leitura ao que é texto e ao que escapa.”

22 de setembro de 2014 /

Se a costumeira cobertura midiática nos inclina a classificar todo trabalho construído sob uma assinatura de solo – aqui falamos do disco Encarnado (2014), de Juçara Marçal –, a escuta das 12 faixas nos revela uma sonoridade coesa e estilisticamente possível a par de uma intimidade que só o entrosamento de uma banda pode nos dar. O cerne da sonoridade…

Leia MaisEstamos morrendo na América do Sul

22 de novembro de 2013 /

Sempre torci o nariz para as críticas musicais ou reportagens que atribuíam sempre às mulheres, fossem elas também compositoras, guitarristas, violonistas, arranjadoras etc, a categoria de Cantora, como se cantar resumisse a trajetória artística delas. Músico para os homens, Cantora para as mulheres, e entre uma e outra afirmação, diferentes nuances eram perdidas. Tenho ouvido intensamente – e repetidas vezes…

Leia MaisGuia prático para a crítica cultural: cantoras

19 de fevereiro de 2013 /

“A filosofia do candomblé não é uma filosofia bárbara, e sim um pensamento sutil que ainda não foi decifrado”. isso o antropólogo Roger Bastide escreveu em 1944 enquanto pesquisava o candomblé no Brasil (foi seu primeiro contato com o candomblé em terras nacionais). hoje em dia não podemos falar de uma decodificação das religiões africanas em nossa terra, mas sim…

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