morrer em pernambuco, juliano holanda

morrer como quem é um recorte de verso, uma vaguidão possível de ser preenchida por marchas, frevos, vozes, coro, dicções, sotaques ou movimentos de corpos. canções políticas no carnaval, nas rádios, ruas, vídeos compartilhados – gravados em câmeras baratas ou celular – podem significar que a voz embargada deva significar um pouco mais que o silêncio. essa resistência através da arte ainda vai nos levar além. (c.g.)

Morrer em Pernambuco
(Juliano Holanda)

Morrer em Pernambuco
Do jeito mais duro.
Do jeito mais escuro.
Como quem se afoga no rio.
Como quem morre de frio.
Morrer em Pernambuco
Como quem morre pela boca.
Como quem engole própria língua
E míngua
E mágoa
Como quem perde o sotaque
Aos poucos
E engole as palavras sem um copo d´água.

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Voz, violões e baixo: Juliano Holanda
Voz: Isadora Melo
Voz: Marcello Rangel
Bandolim: Rafael Marques
Percussão: Carlos Amarelo
Coro: Mery Lemos, Isadora Melo, Marcello Rangel, Juliano H.

Clipe e fotografia: Mery Lemos

Gravado, mixado e masterizado do Estúdio Muzak, por André Oliveira

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Desde 2008 atuam desenvolvendo projetos de crítica cultural na internet e em Pernambuco. Produziram livros e publicações, como a revista Outros Críticos, além de coletâneas musicais e debates, como os do festival Outros Críticos Convidam.

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