Categoria: texto

28 de junho de 2017 /

A pedido do jornal argentino La Nación, David Toop elencou 10 sons que definem a vida contemporânea. Periquito-de-colar “Nos últimos anos um bando de periquitos-de-colar foi se estabelecendo em um parque ao norte de Londres. Ouvir o seu grasnado tem algo de perturbador, como se de repente tivéssemos sido transportados para algum lugar do sudeste asiático. Trata-se de uma espécie…

Leia MaisDavid Toop e os sons do século XXI

19 de abril de 2017 /

CAMINHAR* A arte seria garantia de sanidade? Desculpe-me, madame Bourgeois, não estou certa disso. A vida, e a espécie humana herdeira de emanações interestelares, precede a arte. Pois, se a arte é via para bem-estar e alívio imediato, é também indício da existência limitada em que nos metemos. Parece simpática, e lógica, a ideia de que toda prática artística tenha…

Leia MaisPequeníssimo manual para sobreviventes artistas sem obras

6 de março de 2017 /

Quem deu a ordem para a PM apreender os adereços da troça Empatando Tua Vista? O grupo de cantorxs, compositorxs e instrumentistas cantando “Morrer em Pernambuco”, de Juliano Holanda, durante o encerramento da apresentação de Flaira Ferro e Wassab no Festival Rec-Beat, no Cais da Alfândega, demonstra que é possível manter-se coletivamente como vozes estéticas e políticas atuantes, sem necessariamente…

Leia MaisMorrer, empatar, cantar, politicar

31 de janeiro de 2017 /

A seção “Crítica de Boteco” da revista Outros Críticos promove a cada encontro um debate sobre temas abordados na publicação. Com o tema “A arte é a última esperança”, a última edição foi fotografada por Camila van der Linden e gravada no Sexto Andar do Edifício Pernambuco, no centro do Recife, com a participação do curador e pesquisador Moacir dos…

Leia Maiscrítica de boteco: moacir dos anjos, renata pimentel e mery lemos

12 de janeiro de 2017 /

A última edição da revista Outros Críticos trouxe na seção “opinião” diferentes vozes sobre o tema-mote “A arte é a última esperança”; com ele buscamos refletir sobre as relações entre arte e política, criação, poéticas, trabalho coletivo, cooperação, ativismo, entre outras relações que podem transformar o espaço e as pessoas através do lugar que a arte ocupa na sociedade. Diante…

Leia Mais“Poesia como furadeira”: outras narrativas sobre arte e política

4 de janeiro de 2017 /

“a arte é o que resiste, ainda que não seja a única coisa que resiste”. (“o que é o ato de criação?”, giles deleuze) primeiro movimento — eu não gostaria de catalogar os artistas em “música política”, “canção crítica” ou mesmo me pôr num “tribunal” da crítica pra limitar e colocá-los sobre a mesma seara. mas em síntese, eu penso…

Leia Maismicronarrativas dos sons lá fora

20 de dezembro de 2016 /

Minha primeira lembrança musical remete à canção “Aos Pés da Cruz”, dos compositores Zé da Zilda e Marino Pinto. Não a formidável gravação de Orlando Silva que tocava sempre em casa, mas a inesquecível performance de meu pai lavando louça. Sendo esta sua única tarefa doméstica, meu pai a desempenhava com indisfarçável entusiasmo, desfilando um precioso repertório que ele aprendeu…

Leia MaisPode isso?

20 de dezembro de 2016 /

Durante a infância, por algum motivo eu tinha pânico de seres do outro planeta. Não consigo dar uma definitiva resposta sobre o motivo disto. Talvez tenha sido a influêcia de algum filme, algo impróprio para minha idade. Lembro de ter assistido, na TV, o clássico Alien, de Ridley Scott, quando criança, durante férias da família em uma praia sergipana. Aquilo…

Leia MaisGatos e Alienígenas

6 de setembro de 2016 /

Nos últimos 20 anos, entre Baile perfumado (1996) e Aquarius (2016), diferentes teorias têm surgido para tentar explicar o êxito do cinema pernambucano nos maiores festivais de cinema nacionais e internacionais. Mesmo que os filmes produzidos no estado ainda não tenham alcançado um sucesso absoluto nas bilheterias, é inegável a contribuição estética e a originalidade das obras, respaldas pela crítica…

Leia MaisMitos e hipóteses sobre filmes de um centro periférico

4 de agosto de 2016 /

as palavras pesam tanto quanto as personagens que transitam por essa cidade em nervos. os olhos se viram, cabeças erguidas espiam as cidades. wroclai é som longínquo, ruidoso, se mantém em loop. o trator de paulinho do amparo é feito de metal e carne. está cada vez mais visível a nossa vida subterrânea. os corpos em trânsito estão travando felizes…

Leia MaisWroclai, Everardo Norões

4 de agosto de 2016 /

a escrita de rodrigo campos sobre suas próprias canções alarga a experiência da escuta e compreensão da obra para espaços que frequentemente são mais nebulosos ou mesmo íntimos, reclusos no lugar em que habita o processo de criação do artista, ou mesmo dos outros músicos que dialogam com ele. esse movimento reflexivo desdobra numa outra linguagem (a escrita) o ímpeto…

Leia MaisConversas com Toshiro, Rodrigo Campos

4 de agosto de 2016 /

a dicção permanece em marcha circulando entre os temas ordinários que são suas canções. a sua fala-canto é essa dicção extra-ordinária, pois entre a voz, o piano e o texto, o mal-dito se torna visível a olhos nus. como o ordinário continuamente se desloca por sua dicção, é possível que suas composições continuem invisíveis para olhos menos acostumados aos mal-ditos.…

Leia MaisBakery People, Glauco César Segundo