Categoria: Streaming

25 de abril de 2017 /

Sambas Do Absurdo é o resultado do encontro de três artistas centrais na música popular brasileira contemporânea, cada um deles, a seu modo, renovadores da linguagem da canção em nosso país. De modo esquemático, identificarei assim o papel de cada um neste trabalho: o compositor Rodrigo Campos, o produtor Gui Amabis e a intérprete Juçara Marçal. Criadores de muitos recursos,…

Leia MaisManhã sem serventia

20 de abril de 2017 /

Este texto é o primeiro de uma série de oito artigos que propõem o levantamento de uma discografia da música produzida por compositores e intérpretes nordestinos, partindo da fase inicial da indústria fonográfica brasileira, em 1902, e chegando até o final do século XX. Não se trata de uma lista de “melhores discos”, nem mesmo de uma discografia técnica e…

Leia MaisPor uma discografia nordestina: 1902-1919

10 de fevereiro de 2017 /

O Grupo Bongar é formado por Guitinho da Xambá (voz principal e pandeiro), Memé da Xambá (congas, ilú, pandeiro, gonguê e vocal), Nino da Xambá (alfaia, abê, ilú, pandeiro e vocal), Beto da Xambá (pandeiro, ganzá, gonguê, ilú e vocal) Thúlio da Xambá (caixa, alfaia, ilú e segunda voz) e Neta da Xambá (abê, pandeiro, gonguê, ilú, alfaia e vocal).…

Leia Maisentrevista: Grupo Bongar

8 de fevereiro de 2017 /

morrer como quem é um recorte de verso, uma vaguidão possível de ser preenchida por marchas, frevos, vozes, coro, dicções, sotaques ou movimentos de corpos. canções políticas no carnaval, nas rádios, ruas, vídeos compartilhados – gravados em câmeras baratas ou celular – podem significar que a voz embargada deva significar um pouco mais que o silêncio. essa resistência através da…

Leia Maismorrer em pernambuco, juliano holanda

25 de dezembro de 2016 /

Como um trator Bootleg’16 – Outros Críticos Faça o download aqui A coletânea é organizada através de uma chamada aberta realizada no final de cada ano no site Outros Críticos. Em sua 8ª edição, a Bootleg inclui faixas extras, takes alternativos, gravações caseiras, ao vivo etc. Como um trator – Bootleg’16 by Outros Críticos Curadoria: Carlos Gomes Projeto gráfico: Fernanda…

Leia Mais“Como um trator”, bootleg’16 – Outros Críticos

14 de dezembro de 2016 /

Brazilian Jazz. Duas palavras amalgamadas numa expressão que traduz, antes de mais nada, uma brilhante jogada de marketing da indústria fonográfica norte americana. O termo foi inventado nos Estados Unidos nos anos 1960 para, a grosso modo, rotular o encontro da bossa nova com o jazz e registra no continuum da História como a música brasileira oxigenou a produção artística…

Leia MaisA sedição das cordas

12 de dezembro de 2016 /

Em “Depois Que o Nove Virou Seis”, uma das faixas principais de seu novo álbum, Ó (YB Music com patrocínio da Natura Musical), Juliana Perdigão delineia uma síntese de sua arte e de sua própria biografia. Como uma exaltação ao processo criativo contínuo e permanente, ela canta: “Tá tudo em mim, minha voz, meu canto/ Tá tudo bem aqui, o…

Leia MaisÓ, Juliana Perdigão

8 de dezembro de 2016 /

Acredito que Cosmograma, primeiro disco da banda pernambucana Cosmo Grão, sinaliza a consolidação de uma forma de enxergar o rock n’ roll ascendida na década de 2000: guitarras afinadas em ré ou dó, inúmeros pedais de fuzz, variações bruscas de dinâmica e andamento e intervalos melódicos de quinta diminuta, nona e cromatismos. Além disso, a estreia do quarteto instrumental formado…

Leia MaisCosmograma e Cosmo Grão

7 de dezembro de 2016 /

Para escrever sobre Língua é preciso expandir a escuta para outros sentidos, outras partes do corpo. É preciso escutar a pele, os olhos, o pelo. Sentir onde o corpo vibrar. Investigar o que escapa ao primeiro, segundo e terceiro contatos com essa escuta. Os objetos musicais, visuais e as relações que se estabelecem entre eles vão se desdobrando em várias…

Leia MaisLíngua ou palavra caudalosa

5 de dezembro de 2016 /

Não boia a carniça na superfície do mar, em cujo fundo permanecem as pérolas? Excerto do “Livro das Mil e Uma Noites”1. 10:38. O sol perfazia sua inexorável jornada em direção ao zênite num céu do mais puro azul. Lá do alto, o astro-rei despejava implacavelmente sobre Olinda todo seu esplendor luminoso e parecia zombar da agonia daquelas risíveis criaturas…

Leia MaisAs Veredas do Som: Amaro Freitas Trio

4 de outubro de 2016 /

“Estamos nos aproximando cada vez mais de um som-ruído”, escrevia Luigi Russolo, ainda em 1913, em seu manifesto “The Art Of Noises”. Para o pintor e compositor futurista, as máquinas da revolução industrial trouxeram com elas o ruído para o espaço sonoro: “Não somente na atmosfera estrondosa das grandes cidades, mas também no campo, que até ontem era normalmente silencioso,…

Leia MaisOcupando ruídos

29 de setembro de 2016 /

Quatro anos depois de Crônicas da Cidade Cinza (2011), o rapper Rodrigo Ogi lança seu segundo álbum, RÁ! (2015) que vem para consagrá-lo como um dos grandes do rap nacional. As temáticas e os elementos estéticos que já o identificavam anteriormente continuam e parecem cada vez mais maduros, ajudando a solidificar sua atual posição. Nas primeiras, ainda estão presentes as…

Leia MaisCrônicas que viraram canções

29 de setembro de 2016 /

Superfícies (2016), híbrido de livro de contos/fotografia e disco, lançado pelo carioca Leonardo Panço, é uma obra que se destaca pelo formato inusitado e pela chance de abrir portas para que o leitor/ouvinte conheça o funcionamento da mente do artista. Há quem possa categorizá-la como multimídia, mas acredito que a ‘mídia’ aqui seja só o plano onde se revela uma…

Leia MaisDa irrelevância, a criação