Autor: Carlos Gomes

Escritor, pesquisador e crítico. É editor e curador dos projetos do Outros Críticos, mestre em Comunicação pela UFPE, com estudo comparado do tropicalismo e manguebeat, e autor do livro de contos "corto por um atalho em terras estrangeiras" (2012) e dos livros de poesia "êxodo," (CEPE, 2016) e "canto primeiro (ou desterrados)" (2016).
23 de outubro de 2017 /

No último sábado, o festival No Ar Coquetel Molotov recebeu uma série de artistas e ações nos palcos e espaços montados no Caxangá Golf & Country Club, no Recife. O festival continua com novas atrações entre os dias 25 e 28 de outubro na cidade de Belo Jardim. 1. corpos cercados num território de invenção; como circo fábula ou ficção…

Leia Maisno corpo na boca no ar

11 de outubro de 2017 /

O espetáculo “Dorinha, Meu Amor – um musical de humor e drama para teatros e cabarés” está em cartaz no Teatro Arraial Ariano Suassuna durante as quintas-feiras de outubro, mas já com ingressos esgotados. Estão em cena a cantora, compositora e atriz Isadora Melo, Juliano Holanda (Guitarra) e Rafael Marques (Bandolim). O espetáculo é uma criação de João Falcão, com…

Leia MaisDorinha, meu amor – alguém que virá

25 de setembro de 2017 /

São inúmeros os pesares sobre a falta de diálogo entre a música produzida no Brasil e dos outros países da América Latina. Mesmo havendo ao longo dos anos vários exemplos de trocas entre artistas e produtores, há uma sensação, pelo menos de minha parte, que essa troca pudesse ser mais numerosa. No Recife, o Festival Rec-beat é quem tem programaticamente…

Leia MaisModos de cambiar afetos

8 de setembro de 2017 /

A turnê brasileira do disco Ape in Pink Marble, de Devendra Banhart, passou pelo Recife em sete de setembro, no espaço Catamarã, e segue para Salvador (8), São Paulo (12), Curitiba (13), BH (10) e Porto Alegre (14). A turnê acontece com shows produzidos pelo Popload Gig e pela plataforma Queremos. 1. devendra ouviu tom zé no corpo e no…

Leia MaisDevendra e as suas línguas expostas

26 de agosto de 2017 /

Milton Nascimento se apresentou no Teatro Guararapes, em Recife/PE, na noite de 24 de agosto de 2017. A turnê Semente da Terra continua na estrada. 1. Agora é hora de luta! Pressione os senadores e deputados pela aprovação do Decreto Legislativo 160/2017, protocolado por nosso mandato na Mesa Diretora do Senado, pedindo a suspensão do decreto de Michel Temer que extingue…

Leia MaisSemente da Terra, do rio, das gentes

8 de julho de 2017 /

“No Texas” apresenta uma série de shows de músicos pernambucanos no Edf. Texas, no Pátio do Santa Cruz, resultando na gravação de programas e EPs. A estreia foi com Aninha Martins. As próximas edições serão com Projeto Sal, Juliano Holanda, Desalma, Rua e Bongar. A programação pode ser conferida na página do evento. a voz já não é o assunto…

Leia Maismerda poesia eu boto a maior fé

5 de julho de 2017 /

Uma série de ações, que incluem desde show, debates e oficinas, fazem parte do “Ciclo de Literatura Afetiva, Expandida, Contemporânea – De Clarice ao pontocom”, idealizado pela produtora Izadora Fernandes e com realização da Formata Cultural. O ciclo começou ontem à noite, com apresentação musical do cantor, compositor e pesquisador Luiz Tatit, de São Paulo. A programação completa pode ser…

Leia MaisDelírio, Meu, Delírio

6 de março de 2017 /

Quem deu a ordem para a PM apreender os adereços da troça Empatando Tua Vista? O grupo de cantorxs, compositorxs e instrumentistas cantando “Morrer em Pernambuco”, de Juliano Holanda, durante o encerramento da apresentação de Flaira Ferro e Wassab no Festival Rec-Beat, no Cais da Alfândega, demonstra que é possível manter-se coletivamente como vozes estéticas e políticas atuantes, sem necessariamente…

Leia MaisMorrer, empatar, cantar, politicar

10 de fevereiro de 2017 /

O Grupo Bongar é formado por Guitinho da Xambá (voz principal e pandeiro), Memé da Xambá (congas, ilú, pandeiro, gonguê e vocal), Nino da Xambá (alfaia, abê, ilú, pandeiro e vocal), Beto da Xambá (pandeiro, ganzá, gonguê, ilú e vocal) Thúlio da Xambá (caixa, alfaia, ilú e segunda voz) e Neta da Xambá (abê, pandeiro, gonguê, ilú, alfaia e vocal).…

Leia Maisentrevista: Grupo Bongar

4 de janeiro de 2017 /

“a arte é o que resiste, ainda que não seja a única coisa que resiste”. (“o que é o ato de criação?”, giles deleuze) primeiro movimento — eu não gostaria de catalogar os artistas em “música política”, “canção crítica” ou mesmo me pôr num “tribunal” da crítica pra limitar e colocá-los sobre a mesma seara. mas em síntese, eu penso…

Leia Maismicronarrativas dos sons lá fora

14 de dezembro de 2016 /

preparação não seria possível isolar um pretenso texto que partiria da obra sonora delivered in voices – exposta e vivida como residência artística por diversos músicos e artistas durante a última edição do festival novas frequências, no rio de janeiro, em dezembro de 2015 – do fato de seu criador, o artista visual tunga, ter falecido enquanto a estrutura deste…

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7 de dezembro de 2016 /

Para escrever sobre Língua é preciso expandir a escuta para outros sentidos, outras partes do corpo. É preciso escutar a pele, os olhos, o pelo. Sentir onde o corpo vibrar. Investigar o que escapa ao primeiro, segundo e terceiro contatos com essa escuta. Os objetos musicais, visuais e as relações que se estabelecem entre eles vão se desdobrando em várias…

Leia MaisLíngua ou palavra caudalosa

4 de agosto de 2016 /

I Cinelândia, Rio de Janeiro, A Mulher do Fim do Mundo. Em meio a uma multidão que protestava contra as pautas retrógradas do parlamento brasileiro, especificamente nos projetos de lei que dificultam o atendimento às mulheres que sofreram estupro ou abuso sexual e na restrição ao uso da pílula do dia seguinte, os versos de uma canção que dão nome…

Leia MaisMeu mundo é hoje