Autor: Carlos Gomes

Escritor, pesquisador e crítico. É editor e curador dos projetos do Outros Críticos, mestre em Comunicação pela UFPE, com estudo comparado do tropicalismo e manguebeat, e autor do livro de contos "corto por um atalho em terras estrangeiras" (2012) e dos livros de poesia "êxodo," (CEPE, 2016) e "canto primeiro (ou desterrados)" (2016).
8 de julho de 2017 /

“No Texas” apresenta uma série de shows de músicos pernambucanos no Edf. Texas, no Pátio do Santa Cruz, resultando na gravação de programas e EPs. A estreia foi com Aninha Martins. As próximas edições serão com Projeto Sal, Juliano Holanda, Desalma, Rua e Bongar. A programação pode ser conferida na página do evento. a voz já não é o assunto…

Leia Maismerda poesia eu boto a maior fé

5 de julho de 2017 /

Uma série de ações, que incluem desde show, debates e oficinas, fazem parte do “Ciclo de Literatura Afetiva, Expandida, Contemporânea – De Clarice ao pontocom”, idealizado pela produtora Izadora Fernandes e com realização da Formata Cultural. O ciclo começou ontem à noite, com apresentação musical do cantor, compositor e pesquisador Luiz Tatit, de São Paulo. A programação completa pode ser…

Leia MaisDelírio, Meu, Delírio

6 de março de 2017 /

Quem deu a ordem para a PM apreender os adereços da troça Empatando Tua Vista? O grupo de cantorxs, compositorxs e instrumentistas cantando “Morrer em Pernambuco”, de Juliano Holanda, durante o encerramento da apresentação de Flaira Ferro e Wassab no Festival Rec-Beat, no Cais da Alfândega, demonstra que é possível manter-se coletivamente como vozes estéticas e políticas atuantes, sem necessariamente…

Leia MaisMorrer, empatar, cantar, politicar

10 de fevereiro de 2017 /

O Grupo Bongar é formado por Guitinho da Xambá (voz principal e pandeiro), Memé da Xambá (congas, ilú, pandeiro, gonguê e vocal), Nino da Xambá (alfaia, abê, ilú, pandeiro e vocal), Beto da Xambá (pandeiro, ganzá, gonguê, ilú e vocal) Thúlio da Xambá (caixa, alfaia, ilú e segunda voz) e Neta da Xambá (abê, pandeiro, gonguê, ilú, alfaia e vocal).…

Leia Maisentrevista: Grupo Bongar

4 de janeiro de 2017 /

“a arte é o que resiste, ainda que não seja a única coisa que resiste”. (“o que é o ato de criação?”, giles deleuze) primeiro movimento — eu não gostaria de catalogar os artistas em “música política”, “canção crítica” ou mesmo me pôr num “tribunal” da crítica pra limitar e colocá-los sobre a mesma seara. mas em síntese, eu penso…

Leia Maismicronarrativas dos sons lá fora

14 de dezembro de 2016 /

preparação não seria possível isolar um pretenso texto que partiria da obra sonora delivered in voices – exposta e vivida como residência artística por diversos músicos e artistas durante a última edição do festival novas frequências, no rio de janeiro, em dezembro de 2015 – do fato de seu criador, o artista visual tunga, ter falecido enquanto a estrutura deste…

Leia Maisvozes, canto, bocas, coletivos: ALGARAVIA

7 de dezembro de 2016 /

Para escrever sobre Língua é preciso expandir a escuta para outros sentidos, outras partes do corpo. É preciso escutar a pele, os olhos, o pelo. Sentir onde o corpo vibrar. Investigar o que escapa ao primeiro, segundo e terceiro contatos com essa escuta. Os objetos musicais, visuais e as relações que se estabelecem entre eles vão se desdobrando em várias…

Leia MaisLíngua ou palavra caudalosa

4 de agosto de 2016 /

I Cinelândia, Rio de Janeiro, A Mulher do Fim do Mundo. Em meio a uma multidão que protestava contra as pautas retrógradas do parlamento brasileiro, especificamente nos projetos de lei que dificultam o atendimento às mulheres que sofreram estupro ou abuso sexual e na restrição ao uso da pílula do dia seguinte, os versos de uma canção que dão nome…

Leia MaisMeu mundo é hoje

4 de agosto de 2016 /

A palavra na música de Lira é mais pesada que o som. Por peso, não quero dizer que o som seja de alguma forma negligenciado ou que só exista em função desta palavra deformada, transformada, desviada da rota, em suma, como poesia. Se as primeiras histórias sobre José Paes de Lira são todas carregadas pela força da oralidade, performance e…

Leia MaisO peso da palavra, do declamador ao cantor

30 de maio de 2016 /

Gritar é exasperar a potência do canto. Essa é a primeira tese que encontrei para começar a escrever sobre a experiência de assistir ao show Encarnado de Juçara Marçal, Kiko Dinucci, Rodrigo Campos e Thomas Rhoner durante a 20ª edição do festival Rec-Beat, em Recife-PE, na pletora de alegria que é o carnaval pernambucano. Relembrar o grito de Juçara é…

Leia MaisEncarnado é para os fortes

24 de fevereiro de 2016 /

a máscara da linguagem O velho grandioso e solitário cambaco Vicente Barreto, compositor e violonista, está novamente dizendo canções – após 10 anos sem lançar discos – ao lado dos músicos Kiko Dinucci, Romulo Fróes, Rodrigo Campos, Marcelo Cabral, Thiago França, Juçara Marçal, Sérgio Machado e do seu filho Rafa Barreto. Mas a estória que desejo contar não é sobre…

Leia MaisUns ventríloquos,

10 de fevereiro de 2016 /

Parte I – Isso é o mais próximo que eu estive de Ivete Sangalo (risos). – (risos) É ela, cantando ali? O que deverá pensar a cantora estando tão próxima e, ao mesmo tempo, tão distante do Carnaval de Pernambuco, enquanto canta dentro de um camarote, no bairro do Recife? A distância de uma caminhada separa este camarote do carnaval…

Leia MaisRec-Beat 2016: que essa ilha não seja tomada

29 de janeiro de 2016 /

A história da música, mas que naturalmente poderia ser abrangida para a história das artes; no caso específico da música brasileira, há em sua trajetória registrada em livros, discos, partituras, oralidade, cantos, instrumentos, jornais, revistas, espaços de apresentação, estórias etc., um movimento repleto de cortes, rupturas e fissuras em suas narrativas canonizadas. Sejam elas as legitimadas pelos grupos hegemônicos de…

Leia MaisNão existe amanhã pra mim